quarta-feira, novembro 30, 2005
segunda-feira, novembro 14, 2005
Efémera

O que é um dia na vida de uma pessoa?
24 horas, 1440 minutos, apenas o complemento da rotina, o tempo desperdiçado, a insignificante imensidão.
Mas e se esse fosse todo o tempo disponivel?
Se não houvesse depois, nem amanhã?
Todos os momentos, as paixões, as aventuras, toda uma vida condensada em 24 insignificantes horas..
É assim que eu vivo, a efémera!
Mal sinto a vida no meu frágil corpo, sei que tenho de aproveitar, sei que tenho de viver ao máximo.
Não vou lamuriar-me por um tempo tão curto que tenho, vou-me sentir afurtunada por estar viva.
Tenho fúria de viver, tenho pressa de sentir, quero ser inconsciente, não quero pensar no que me falta, mas no que tenho pela frente. Quero ser feliz!
Nasci!
As minhas pequenas asas podem não ser suficientes para me levar à volta do mundo, contudo permitem-me voar livremente pelo cheiro extasiante das flores, a luz encadiante do sol, e o som melodioso dos pássaros.
E pensar que há quem tenha tanto por viver e nunca sente este prazer.
Ah, a ignorancia humana!
Ah, a vida doce que tenho.
Sinto a paixão, sinto o amor pela descendencia, sinto a realização de um progenitor feliz.
E pensar que há quem despreze o portador do ser próprio sangue.
Ah, eterna ingenuidade.
Ah, que afurtunada sou.
O fim do dia, a tarefa cumprida, o fechar do círculo.
Morri!
Não choro, sorrio.
Fui feliz, senti, agora posso descansar.Será que alguém mais conseguirá uma vida feliz como a minha?
Que mundo melhor teriamos...


